segunda-feira, 3 de março de 2008

Nessas horas é que é bom ser filha do Steve Harris


Esqueçam tudo o que já foi escrito sobre mim, porque eu voltei repaginada (sem qualquer trocadilho em relação a Internet) e como uma fênix.

Esse meu retorno não poderia ser da melhor maneira como no show histórico, da banda clássica Iron Maiden, com a sua formação clássica e de dentro do Palestra Itália, no domingo passado.

Fui ansiossísma assistir esse momento, que não podemos nem chamar de show; mas sim de um espetáculo.

Porém, como nem tudo são flores para uma headbanger sem muita grana, quase não encontrei a fila para galera que iria ficar na pista. Depois de muito sufoco, fui logo me aproximando do alambrado, porque não queria perder qualquer detalhe.

Fiquei a tarde inteira torrando no sol, mas a espera era necessária. Às sete horas da noite, entrou uma das bandas mais horrorosas que já tive a chance de assistir na minha vida: “Lauren Harris Group”. E mais uma vez, ficou confirmado que talento não se passa pelo sangue. Ainda bem que foi só meia hora.

A ansiedade era tanta, que acabou provocando uma forte chuva. Não uma simples chuva, mas uma torrencial. Até hoje poucas pessoas entenderam o que foi aquilo. Tudo bem faltava pouco para o show do Maiden, eu já estava completamente molhada, enfurecida e esmagada.

Agora sim, as luzes se apagaram e o pano caiu para a entrada da atual maior representação do Heavy Metal no mundo. Imaginem uma banda com um milhão de hits e tendo que escolher um para começar o show. Difícil não. Mas eles podem. Eles são os deuses do metal.

O rito foi iniciado com “Aces High”. A emoção era única. E nessas horas até já tinha esquecido que o meu falso nome tinha sido inspirado, num clássico de uma das maiores bandas clássicas do punk rock.

“Revelations”, “Number of the Beast”, “The Trooper”, Bruce patinando com o palco molhado, bateção de cabeças, maridos levando mulheres grávidas, e outras situações que se podem acontecer num show do Iron Maiden.

Depois de uma hora e meia, e com a felicidade pairando no ar (não, isso não inspirado em alguma personagem do Benedito Ruy Barbosa).

Eu nunca pensei que enxergaria, mesmo que mal, Bruce Dickinson, Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers, Nicko Macbrain e é claro o Eddie.

Mesmo com todas as cólicas, que não paravam de me perturbar, do incômodo de “metaleiros de primeira viagem” enchendo o meu saco; posso dizer que assisti o melhor show da minha vida (que pelo jeito, não sei se vai durar muito tempo).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CAPÍTULO 2: "A ORQUÍDEA IGGY POP"




Depois de belas chicotadas, o chefe de Ramona, o engenheiro Carlos Adamastor, não ia mais encher o saco. Mas sempre a partir desse momento, ela procurava arquitetar o seu grande plano: criar o seu filho, sem a perturbação de um mente paterna retrógada.



Para isso, ela dedicava sempre usava meia hora do dia pensando sobre o assunto. As 23 horas e trinta minutos restantes, eram dedicadas ao seu novo hobby: compor músicas, que servissem pelo menos para tirá-la da realidade, que nunca foi muito receptiva para ela. Para isso, ela usava uma bela guitarra SG, vermelho (não preciso dizer a marca, né!?!).



Quando saía do bairro nobre, onde morava o seu chefe, e retornava para a periferia, ou melhor, para o reino dela; os seres animados e desanimados começavam a tornar outras formas. Mas a partir do momento, que desembarcava do metrô, a noite parecia mais suave. Mesmo com todas as brigas que ocorriam ao redor do mundo dela; porém, era tudo mais palpável. E mais um dia, se passou na vida de Ramona.



Nesse momento, do mais puro descanso numa cama, que mal cabia o seu corpo esquálido, ela imaginava um mundo que nunca teve. Com um pai que pacífico que nunca tivesse tentado "estrupá-la"; ou de uma mãe menos passiva que a pudesse defendê-la dos ataques sexuais furiosos, tanto do pai quando dos vizinhos.



Mas será que a heroína desse blog nunca terá momentos de prazer? Claro que sim. Pois além, de arquitetar o plano de criar o filho, de tocar a sua guitarra, a doce menina desenvolvia o seu lado mais doce cuidando de um pequeno jardim de orquídeas. Sem saber o nome científico das plantas, e na verdade sem se importar muito com isso, ela procurava dar para cada uma o nome dos ídolos. Então, era possível encontrar uma chamada Iggy Pop (a mais velha), Johnny Ramone (a mais rabugenta), e a Debbie Harry (a mais formosa).



Mas essa pasmaceira um certo dia iria acabar na vida de Ramona. E até mesmo, nessa narração (sem qualquer tipo de diálogo) muita coisa ainda vai acontecer...........-“Olha, já está na hora de você parar de se meter na minha vida e ficar contando tudo como se fosse Deus. Estou ficando furiosa com isso. (momentos de respiração) ............ Tudo bem, tudo bem, até permito você se meter um pouco; mas agora se prepare para a minha fúria, que poderá ocorrer TPM, ou sem TPM. Então, nada de gracinhas, ok? Outra coisa, pode parando de fazer esse drama todo, falando que fui quase estuprada, ou sei que lá. Isso tá parecendo novela mexicana. E quem sabe da minha vida, sou eu.”



Ok, então, aproveitando essa calmaria, é bom avisar que a direção dessa história poderá mudar a todo momento. Com TPM, sem TPM. Com fúria ou sem fúria. E outros personagens ainda estão por vir..........Cenas do próximo capítulo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A SAGA DE RAMONA




Essa história começa num velho quarto de motel, localizado no centro de qualquer grande cidade. Todos os microorganismos estavam presentes lá. Perdidos entre travesseiros e livros rasgados. Mas com muita música no ar, contrariando todas as pesquisas do Ibope.
Naquele ambiente hostil, para qualquer ser humano de classe média, estava ela, a heróina de uma geração perdida, a pequena e doce Ramona. Mas na verdade uma grande fã de cultura pop. Isso era tão real, que ela guardava todas as figurinhas de todos os álbuns, que nunca tinha conseguido completar durante a infância.



Mas dentro dela, Ramona guardava o maior de todos os presentes. O rebento já tinha data para conhecer esse mundo cruel e faltavam poucos meses para isso acontecer. O mais importante de tudo, era que ela tinha conseguido fugir de casa para realizar o sonho de ser mãe.
Do pai da criança, ela não lembrava nem o nome. Mas pelo menos, o amor era enorme e pouco importava quem era o dono daquele sêmen fecundado.



Para passar o tempo, e também para esquecer os problemas que havia deixado na cidade onde nasceu, mas precisamente, numa fazenda localizada no interior de qualquer Estado; a nossa heroína aproveitava o final de semana para provar os mais variados doces, oferecidos nos piores muquifos da cidade escura.


O único problema para quem decide mudar todos os prognósticos estabelecidos nas regras de uma sociedade hipócrita é manter esse estilo. Então, durante o dia, a nossa garota trabalhava como empregada doméstica. Escrever aqui que ela era abusada pelo patrão, poderia gerar mais um clichê; mas isso era a mais pura verdade. Quando ele chegava, Ramona já o esperava com um belo chicote de couro para amansar a fúria do estresse diário. Essa era a única forma que ele sentia prazer..... Cenas do próximo capítulo.......