
Esqueçam tudo o que já foi escrito sobre mim, porque eu voltei repaginada (sem qualquer trocadilho em relação a Internet) e como uma fênix.
Esse meu retorno não poderia ser da melhor maneira como no show histórico, da banda clássica Iron Maiden, com a sua formação clássica e de dentro do Palestra Itália, no domingo passado.
Fui ansiossísma assistir esse momento, que não podemos nem chamar de show; mas sim de um espetáculo.
Porém, como nem tudo são flores para uma headbanger sem muita grana, quase não encontrei a fila para galera que iria ficar na pista. Depois de muito sufoco, fui logo me aproximando do alambrado, porque não queria perder qualquer detalhe.
Fiquei a tarde inteira torrando no sol, mas a espera era necessária. Às sete horas da noite, entrou uma das bandas mais horrorosas que já tive a chance de assistir na minha vida: “Lauren Harris Group”. E mais uma vez, ficou confirmado que talento não se passa pelo sangue. Ainda bem que foi só meia hora.
A ansiedade era tanta, que acabou provocando uma forte chuva. Não uma simples chuva, mas uma torrencial. Até hoje poucas pessoas entenderam o que foi aquilo. Tudo bem faltava pouco para o show do Maiden, eu já estava completamente molhada, enfurecida e esmagada.
Agora sim, as luzes se apagaram e o pano caiu para a entrada da atual maior representação do Heavy Metal no mundo. Imaginem uma banda com um milhão de hits e tendo que escolher um para começar o show. Difícil não. Mas eles podem. Eles são os deuses do metal.
O rito foi iniciado com “Aces High”. A emoção era única. E nessas horas até já tinha esquecido que o meu falso nome tinha sido inspirado, num clássico de uma das maiores bandas clássicas do punk rock.
“Revelations”, “Number of the Beast”, “The Trooper”, Bruce patinando com o palco molhado, bateção de cabeças, maridos levando mulheres grávidas, e outras situações que se podem acontecer num show do Iron Maiden.
Depois de uma hora e meia, e com a felicidade pairando no ar (não, isso não inspirado em alguma personagem do Benedito Ruy Barbosa).
Eu nunca pensei que enxergaria, mesmo que mal, Bruce Dickinson, Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers, Nicko Macbrain e é claro o Eddie.
Mesmo com todas as cólicas, que não paravam de me perturbar, do incômodo de “metaleiros de primeira viagem” enchendo o meu saco; posso dizer que assisti o melhor show da minha vida (que pelo jeito, não sei se vai durar muito tempo).



